quarta-feira, 29 de setembro de 2010
terça-feira, 28 de setembro de 2010
O novo.

A gente acha que, por já ter jogado uma ou duas vezes, pega experiência. PAPO.
Mais uma cidade. Novo ar. Uma casa nova, no mesmo lugar. No entanto, acumulam-se teias de aranha naqueles cantos da nossa alma que a gente tem medo de mexer. Sempre tive medo de mudar a ponto de não me reconhecer em escritos antigos, espelhos empoeirados. Então eu volto ao estado inicial, aquele de anos atrás. A gente sempre acaba voltando pro cassino. Mas o jogo é outro, mais difícil, imprevisível e com uma aposta mínima que a gente simplesmente não tem como pagar. É o mundo ensinando a gente que ainda não deixamos de ser os adolescentes cheios de dúvidas que éramos. A diferença é que somos maiores que outrora, e em nossas cabeças há ainda mais espaço para mais e mais questionamentos. Quanto mais claro fica para mim a noção do que é certo, mais meus pés apontam para o obscuro caminho do absolutamente desconhecido.
Não posso dizer que não gosto. Mas também não direi que tem sido simples. E o que é simples, aos dezessete anos?
A gente se sente velho demais para jogar tudo pra cima e fugir. A gente se vê jovem demais pra dar o próximo passo sem olhar pra trás. Então a gente fecha os olhos e caminha até cair. A cada vez que ergo meu corpo, percebo nos pés descalços a textura de um novo chão, na pele o toque de um vento que vem de outro lugar, e que traz consigo outros aromas. Um deles, em especial, me captura o olfato, prendendo-me numa não-intencional caçada sem espingarda em punhos. É o momento em que meu peito pode ser perfurado pela mais insignificante flecha de papel.
* Na mosca, guria. Na mosca.
É sua, aquela silhueta turva dois quarteirões adiante?
Por quê sozinha?
Seria apenas na minha cabeça?
Tenho acordado de sonho nenhum, tenho dormido apenas pra ver se paro de sonhar…
… pra variar.
E é tão real, o pesadelo de perder o discernimento pra sempre.
Mais uma cidade. Novo ar. Uma casa nova, no mesmo lugar.
O que eu aprendi com o amor? Palavrões novos.
Love is a Losing Game ♪

For you I was a flame
Love is a losing game
Five story fire as you came
Love is a losing game
Why do I wish I never played
Oh, what a mess we made
And now the final frame
Love is a losing game
Played out by the band
Love is a losing hand
More than I could stand
Love is a losing hand
Self professed... profound
Till the chips were down
...know you're a gambling man
Love is a losing hand
Though I'm rather blind
Love is a fate resigned
Memories mar my mind
Love is a fate resigned
Over futile odds
And laughed at by the gods
And now the final frame
Love is a losing game
[...]
Um pouco de pó.

Posso voltar a falar que nem sempre concordo que 2 + 2 = 4, assim como não é todo dia que gosto de vermelho, as vezes eu gosto é de preto. Meu humor tem essa mania irritante de ser e deixar ser, sabe? Amar e desamar. Mudar, apenas.
Eu poderia também te contar de toda a saudade que mora em mim, que varia entre um livro antigo, uma música e pessoas. Guardo tudo em uma caixa de sapato para revirar e encher meu quarto com pó de nostalgia, que me ataca a rinite e faz meus olhos arderem em lágrimas.
Dois mundos.

Ás vezes o mundo ajuda. Ás vezes o “universo” conspira a favor.
Distância é um bom exemplo de dificuldade que o mundo impõe, e de tamanha intensidade de dor.
Todo mundo já pensou no “se” .. E “se aquilo não existisse” e “se não morássemos tão longe”. O mundo dificulta e muito e,a cada linha que escrevo,mas confirmo a mim mesma.
Um dia,o mundo irá conspirar a nosso favor, e nós iremos estar juntos,por todas decisões que tomamos,e por sermos tão compatíveis. Um dia você irá respirar fundo e lembrar de tudo que passamos e saberá que tudo foi para que no “fim” estivéssemos juntos. Você acredita nisso?
Eu acredito.
Você vai viver o mundo todo, e eu vou percorre-lo também. Você terá milhares de histórias e eu vou acompanhá-las como novelas particulares. E,ás vezes,tuas histórias serão as mesmas que as minhas,em outros corpos.
Você irá tomar da água de todo mar,e eu vou viver dos meus lagos. Vamos respirar outros ares .. de vez em quando,quando você fica sem ar,eu vou te ajudar. Você irá ver as coisas de outro jeito e eu vou ser teu “óculos”. Você vai descobrir um novo mundo,e eu vou sentir o sabor desse mundo,as suas palavras. O mundo,por sua vez,criará uma dívida conosco,uma dívida que só aumenta a cada dia. Toda dor está em débito,toda saudade está anotada .. o mundo terá e vai nos pagar em sorrisos intermináveis;você sabe o que eu quero dizer.
Para no fim,você virar o meu mundo e eu o seu,e nós dois vivermos o mundo inteiro,juntos .. dentro do nosso pequeno e tão complexo,mundo.
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Sobre o poder das palavras.

É incrivel o poder que uma palavra tem, até mesmo no silêncio, a palavra até em pensamento consegue formar um buraco tão fundo dentro de cada um de nós. As vezes eu sou pessoa de muitas palavras e as vezes de muito silêncio, muitas caras e bocas. Muitas de minhas expressões significam mil vezes mais do que palavras que eu solto ao vento, que eu gasto apenas por gastar. Muitas palavras me machucam mil vezes mais do que muitas coisas. Frases tem um poder enorme, que saem rasgando, machucando tudo o que vêem pela frente, sem distinguir sentimentos, momentos e todo o resto. Eu queria que cada pessoa tivesse, dentro de si, o poder de escolher as palavras, saber usá-las para todos os momentos certos .. Na verdade, eu queria tantas coisas impossíveis. Queria que o silêncio pudesse curar as palavras ditas ao invés de uma lágrima que corre dos olhos; queria que o mesmo fosse a cura de todas as palavras mal pensadas, jogadas e dadas sem nenhum tipo de amor a quem as recebe.
Como eu queria que as palavras acabassem com distâncias existentes entre pessoas que se amam e que o silêncio valesse muito mais na hora dos encontros. Daria tudo para que elas, as palavras, mudassem coisas que realmente devem ser mudadas. Mas, isso é apenas querer, apenas sonhar alto. Afinal, palavras são só palavras. E servem, no máximo, para machucar .. é só isso que elas fazem, é só isso que elas trazem. Amor, saudade, arrependimento, dor e mil outros sentimentos, todos em momentos diferentes, todos em momentos iguais. Palavras doem muito mais que um tapa. Tapas são esquecidos com o tempo, existem palavras que ferem tanto que nunca mais são esquecidas. Pense antes de usá-las. Silencie.
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